segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Sonhadora e seus problemas

É, eu sei. Não estou escrevendo tanto como gostaria, mas o blog é meu, então tanto faz - ninguém lê mesmo (LOL). Bom, estou passando por uma fase um tanto turbulenta em minha vida. Para falar mais especificamente, no último dia 26, passei cinco horas no campus de uma universidade fazendo vestibular. Ontem, pela manhã, mais um vestibular, mas este era só redação. Esta semana tenho provas todos os dias, e a grande maioria delas valendo 50% da nota trimestral. Dia 11, 12, 13 e 14 tenho mais um vestibular, dessa vez em uma universidade federal. As outras duas eram particulares. Enfim, é, acho que vou enlouquecer.

A pior parte de tudo isso é que, sinceramente, eu nunca tenho vontade de estudar (se existe alguém aí que tem prazer em sentar e ficar lendo sobre coisas as quais você nunca irá utilizar na sua vida, me avise!). E essa minha procrastinação só me traz problemas, é claro. Meus pais, querendo ou não, põem muita pressão em cima de mim. Confesso que nunca tirei uma nota vermelha na vida, aliás, nunca tirei nada abaixo de sete, mas na hora de fazer um ENEM, um vestibular, a coisa fica feia pro meu lado.

Logo, qual é o meu maior medo? Desapontar os queridos que me conceberam. E acredite, já foram por eles proferidas palavras que deram a entender que eu não posso não passar. Tá me entendendo? É que tá ficando confuso isso aqui. Mas, como eu já disse, o blog é meu.

Nessa onda de não-posso-desapontar-papai-e-mamãe eu realizei o vestibular ontem. Somente redação. O rascunho eu trouxe para casa e mostrei para os meus pais - ambos concordaram que meu texto ficou SUPERFICIAL. Nossa, isso estava entalado aqui dentro. Posso repetir? SUPERFICIAL. Juro, eu dei tudo de mim naquele texto, usando sinônimos, exemplos, conectores, não copiei/utilizei nada dos textos auxiliares (tem gente que faz isso, por mais incrível que pareça) e escrevi 38 linhas de um máximo de 45. Passei quase duas horas em cima do mesmo, e quando eu saí da sala de prova eu tinha aquele brilho na face: GOOD JOB. Aquela certeza de que não iria somente passar, mas passar entre os primeiros do curso e, por que não, da universidade?

Então tenho essa linda resposta dos papais. É, desapontei. E agora? Tenho mais é vontade de jogar tudo pro ar, se quer mesmo saber. Por que, são policarpo, por que existe essa cobrança tão grande por parte dos pais nos adolescentes para que eles sejam sempre os melhores em tudo? Aliás, tenho amigos que me diziam para parar de ser tão competitiva, de tentar ser sempre a melhor em tudo. Mas acabei por descobrir que isso não passa de uma influência dos meus pais, que vem sendo efetuada em mim desde a infância.

"É uma questão de cultura. / E de domínio, e de exploração, e de manipulação" - como já dizia Doutora Betânia. É exatamente isso. Boa parte de sua personalidade sempre estará baseada no domínio e na manipulação deixada por aqueles que te criaram e te acompanharam na tua vida escolar.

Eu só queria saber uma coisa: até quando a busca pela superioridade, seja  na escola, no vestibular, no trabalho, é o melhor a ser feito?